Nostalgia
Floriano Perscel
Lua Cheia
Dia 30/01/2012
Lápis e papel na mão
São meus inseparáveis companheiros
Nas noites calmas de lua cheia.
Fico sentado na areia
Aspirando e salgada maresia.
A prancheta segura o papel com presteza
E o lápis nas linhas do papel passeia
Transformando as letras em poesia.
E assim eu disfarço a saudade
Que sem trégua o meu coração judia
Dos amigos e de minha pequena
Que um dia muito longe deixei.
Escuto o murmúrio suave das ondas
Quebrando o silêncio na noite vazia
E me inspirando na doce fantasia.
Uma ilhota bem distante
Bem parece com um barquinho.
Logo imagino que é o meu amor
De muito longe vem me visitar.
Vejo uma estrela cadente
Riscando o céu no horizonte
Então logo faço um pedido
Que a minha doce amada
Também contemple
A beleza da lua cheia
Porque a malvada saudade
O seu coração também bambeia
Fico assim a pensar e matutar
E a beleza da lua a contemplar
As vezes furtivamente
Meus olhos começam a matejar
E noto uma lágrima insistir em rolar
Então logo disfarço
Abro os meus olhos
E sinto a brisa em meu rosto tocar
E de leve me acariciar
E começo de novo a contemplar
O mar a brisa e a beleza do luar.
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