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LEME DA MENTE, CINZEL DA MENTE



Dentro de nós existe uma fonte de força O pensamento iluminador consiste em ensinar que dentro de cada um de nós existe a fonte de força, a fonte da Vida. Em suma, ensina que Deus habita o interior de cada pessoa e que o pensamento ativa e direciona a exteriorização adequada dessa Força de Deus. O pensamento é o “estado mental de agora”. A manifestação da infinita força vital que existe dentro de nós só depende do rumo que damos ao nosso pensamento aqui e agora. Somos nós próprios o timoneiro de nossa mente. O que guia a mente não é o pensamento do passado, nem do futuro, mas o modo como pensamos agora. Se efetuarmos uma mudança realmente positiva no nosso pensamento, brotará do nosso interior a força infinita. Todos já experienciaram algum efeito da força mental Existem inúmeros exemplos de pessoas que recuperaram a saúde graças à força mental. Muitos doentes, que haviam sido desenganados pelos médicos, obtiveram cura em pouco tempo ao ler o livro A verdade da Vida e mudar completamente a atitude mental errônea que mantinham até antão. Melhora da sorte, melhora do desempenho no trabalho ou na escola, hostilidade dos outros, simpatia dos outros, enfim, todos os fatos que ocorrem em nossa vida, sejam bons ou maus, são efeitos da nossa força mental. Todos nós já experienciamos algum efeito da força mental. Quando ficamos com raiva, o sangue nos sobe à cabeça; quando mostramos fisionomia zangada a alguém, ele também fica com a cara fechada; quando sentimos muito medo, o batimento cardíaco se acelera. Uma pessoa que tem medo da polícia fica inquieta e assustada ao ter de passar diante de um posto policial e acaba levantando suspeita; um estudante ou um funcionário que costuma gazetear; ao se ver diante do professor ou do chefe, não se sente à vontade. As pessoas que têm a consciência maculada não causam boa impressão aos outros, não despertam simpatia. Por isso, não importa aonde forem, serão tratadas com frieza ou indiferença. Como podemos perceber, a atitude mental não só influi no corpo como também acaba mudando o destino da pessoa. Os vitoriosos deste mundo são pessoas que souberam controlar bem o “leme” da própria mente em cada momento da sua vida. Ninguém pinta um quadro sem olhar para a tela Agora é a hora. Agora é o momento. Não existe outra oportunidade senão o agora. Você deve manejar agora o leme da mente. Se você deixar escapar o momento presente, poderá não ter outra oportunidade de manejar o leme da mente. O ser humano é um escultor mental que, usando o cinzel da mente, esculpe a sua própria fisionomia. Por isso, não existem no mundo duas pessoas com fisionomias idênticas. Aliás, não só a fisionomia, como também o nosso destino e o ambiente à nossa volta são produtos que nós próprios criamos com o nosso cinzel da mente. O cinzel da mente está em constante movimento. Por isso, não podemos parar de esculpir nem por um minuto. Isso significa que não podemos negligenciar, nem por um minuto, o trabalho de nossa mente. Suponhamos que você faça esculturas ou pinte quadros. Que acontecerá se, ao se dedicar à criação de uma obra, você manejar sem olhar para a estátua que está esculpindo ou pegar o pincel e colocar a tinta na tela a esmo, sem olhar para a figura que está pintando? Com certeza, a estátua ficará desfigurada por causa das cinzeladas desferidas ao acaso, e o quadro ficará arruinado com desarmoniosas manchas de tinta. É preciso muito cuidado para esculpir a nossa vida neste mundo Tanto para esculpir uma estátua como para pintar um quadro precisamos ser cuidadosos. Contudo, se cometermos erros ao esculpir e estragarmos a escultura, poderemos comprar uma nova madeira para trabalhar; e, se arruinarmos a tela ou o papel com pinceladas erradas, poderemos comprar uma nova tela ou uma nova folha de papel. Em se tratando de esculpir o nosso destino, se o esculpirmos a esmo e o estragarmos, não poderemos recuperar a parte danificada; e, se tratando de pintar o quadro chamado nosso ambiente, se o estragarmos com cores feias, desarmoniosas, não poderemos repará-lo. A cada dia, esculpimos ou pintamos com a mente o nosso próprio destino. Portanto, devemos usar com muito cuidado o cinzel da mente e o pincel da mente. Não estrague a sua vida com atitude mental errônea Será que você não tem sido um tanto descuidado na maneira de usar a mente? Será que não tem vivido a esmo, deixando se dominar ora pela raiva, ora pela preguiça, ora pela tristeza, ao sabor de seus ímpetos ou caprichos? Viver desse modo é estragar o destino, desferindo a esmo o cinzel da mente; é manchar o próprio ambiente, pincelando-o a torto e a direito com cores desarmoniosas. Existem muitas pessoas que vivem dessa maneira e lamentam que não conseguem tornar-se felizes. Isso é comparável a alguém, de olhos fechados, dar pinceladas a esmo numa tela e depois lamentar que não poderemos produzir uma boa obra se usarmos a esmo o pincel e as tintas, é óbvio que não conseguiremos pintar bem um grandioso quadro da nossa vida se usarmos sem o devido cuidado o pincel da mente. Ao pintar um quadro, o pintor concentra a sua atenção no pincel e maneja-o com cuidado. Assim como ele, nós também devemos nos concentrar no pincel da mente para que ele não faça traços errados, ou seja, devemos estar sempre atentos com a nossa postura mental para levarmos uma vida correta. História verídica de Sandow Eugene Sandow, famoso criador do halterofilismo, era considerado possuidor da mais bela musculatura do mundo. Porém, ao contrário do que se supõe, o tempo que ele despendia nos exercícios físicos era de apenas 10 a 15 minutos por dia. Em compensação, ele fazia a ginástica diante de um espelho. Cada vez que ele movimentava alguma parte do corpo, os músculos dessa região se salientavam. Olhando-se no espelho e observando esses músculos, Sandow mentalizava que seu corpo se tornava cada vez mais forte e belo. Como já dissemos, o corpo passa a manifestar concretamente o aspecto mentalizado. Por isso, mesmo praticando exercícios físicos apenas 10 minutos por dia, Sandow conseguiu, com o poder da mente, desenvolver ao máximo todos os músculos do seu corpo e tornou-se campeão de saúde e portador da mais bela musculatura, na sua época. Experiência do Dr. Anderson Dr. Anderson, professor de Educação Física da Universidade de Yale, Estados Unidos, recrutou 11 jovens e realizou a seguinte experiência: durante uma semana, fez com que eles exercitassem bastante apenas o braço direito. Ao cabo de uma semana, mediu-lhes a capacidade de levantamento de peso e verificou que havia aumentado, em média, 6 libras (cerca de 2,720 kg). Porém, o que mais surpreendeu o Dr. Anderson foi o fato de que o braço esquerdo desses jovens, apesar de não ter sido submetido a exercícios, apresentou maior aumento da capacidade de levantamento de peso – em média 7 libras (cerca de 3,175 kg). Isso significa que , quando esses jovens exercitavam o braço direito, concentraram a mente no pensamento “estou exercitando o braço”, e então essa força mental agia não apenas no braço direito, mas também no esquerdo, aumentando-lhe a capacidade. O braço esquerdo teve maior aumento de capacidade porque a sua potencialidade, até então adormecida, manifestou-se com repentino vigor. Os exercícios rotineiros produzem menos efeito porque não exigem concentração mental O Dr. Anderson tem uma teoria peculiar muito interessante. Segundo ele, o que faz os músculos se desenvolverem não são os exercícios em si, mas sim a força do pensamento: “Vou fortalecer o corpo fazendo estes exercícios”, “Vou me exercitar para ficar forte”. Ele diz que andar, simplesmente, não nos ajuda a desenvolver uma bela musculatura porque estamos por demais acostumados a andar e não precisamos concentrar a mente nesse ato. Não precisamos elaborar, a cada passo, o pensamento “Vou andar”, pois as pernas agem automaticamente. Num passado remoto, quando éramos criancinhas tentando dar os primeiros passos, a nossa mente elaborou pensamentos e dados minuciosos sobre o ato de andar. Todos esses pensamentos e dados foram armazenados em nossa mente e, graças ao efeito deles, andamos automaticamente, isto é, precisamos elaborar o pensamento “Vou andar” a cada passo que damos; nossa mente não entra em ação nesse sentido, nem tem necessidade disso. Se não houver uma ação especial da mente, não se manifestará um resultado concreto, mesmo que a pessoa se dedique durante muitas horas a um exercício. Notamos aqui também a importância e o perigo de habituar-se a algo. Mesmo uma tarefa que exige grande esforço mental torna-se fácil quando nos habituamos a executá-la. Nesse aspecto, habituar-se é algo valioso. Mesmo os serviços que nos parecem difíceis tornam-se fáceis quando nos acostumamos com eles, e então passamos a efetuá-los de modo automático. Se você acha difícil um serviço, é porque ainda não está habituado a executá-lo; se acha difícil uma matéria escolar, é porque ainda não se habituou a estudá-la. Quando se habituar com esse serviço, você passará a executá-lo de modo automático; quando se habituar a estudar essa matéria, tornar-se-á capaz de solucionar as questões quase automaticamente. Quando você achar difícil o serviço – ou o estudo – a que se dedica atualmente, empenhe nele o máximo de seu esforço. É lógico que, após algum tempo, você se habituará e se tornará capaz de executá-lo com grande facilidade, de modo automático. Porém, justamente a fase em que você sofre e se esforça para executar um serviço ou estudar uma matéria escolar é que constitui a oportunidade de desenvolver a sua capacidade. Por isso, trabalhe e estude sentindo-se grato a essa oportunidade. As tarefas difíceis contribuem mais para o nosso desenvolvimento Devemos nos empenhar ao máximo em trabalhos e matérias escolares difíceis, pois assim nos acostumaremos mais rapidamente com eles. Não existe outro meio de nos tornarmos capazes de executá-los com facilidade, de modo quase automático. O importante é gravar na mente não só a natureza da tarefa, como também as ações do corpo, das mãos e do cérebro, necessárias para a execução dela. A mentalização firme é essencial para promover o desenvolvimento mental e físico. Portanto, devemos concentrar a mente em tudo que fazemos. O momento de enfrentar trabalhos e matérias escolares que oferecem maior risco de errar constitui a oportunidade de desenvolvermos mais a nossa mente e o nosso corpo. Em outras palavras, as tarefas difíceis, que exigem muita atenção, são fatores benéficos para o nosso progresso. Por isso, quanto mais difíceis forem o trabalho e a matéria escolar, com maior disposição e sentimento de gratidão devemos nos dedicar a eles. Nisso consiste o segredo do trabalho, do estudo, do êxito na vida. A importância e o perigo de habituar-se; a dificuldade e a benção das tarefas com que não estamos habituados – medite bem sobre isso e agradeça ao fato de que as tarefas mais difíceis contribuem mais para o desenvolvimento da capacidade.


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