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O poder de um gesto do médico



Havia na província de Gifu, Gunjyo-gun, Hachiman, um médico chamado Dr. Naoto Yamazaki. Na época em que ele era médico assistente do hospital Universitário de Quioto, um paciente que chegara ao hospital passando muito bem, após ser examinado, saiu cambaleante, com uma expressão de quem estava prestes a morrer. O Dr. Yamazaki lhe perguntou; --Que aconteceu com você? --Doutor, tudo acabou. Vou Morrer. Não ficaria bom. --Que tolice! Não vai acontecer nada disso. --Mas doutor, sei que estou mal. O médico-chefe me examinou e demonstrou isso. --Não é possível. --É sim.Ao me examinar, o médico-chefe pendeu a cabeça para o lado e suspirou. Com certeza, minha doença é grave. --Os médicos costumam pender a cabeça para um lado e suspirar quando a doença do paciente é muito grave e sentem dificuldade para trata-lo Esse paciente dizia que , pelo ângulo do pescoço do médico, percebeu que já não havia cura para sua doença. O dr. Yamazaki, então, disse: -- Não diga tal tolice. Venha comigo que vou lhe mstrar uma coisa boa. Ele o conduziu a uma sala de onde poderia ver o médico-chefe examinando os pacientes. -- sente-se aqui e fique observando a maneira como o médico-chefe examina os pacientes. Assim, ele ficou uns minutos olhando o procedimento do médico e percebeu que, a cada paciente que examinava, pendia a cabeça para o lado e suspirava. O Dr. Yamazaki lhe explicou, então, que esse era um costume do médico-chefe e que não significava doença grave. O paciente recobrou imediatamente o ânimo e se retirou muito feliz. Como se vê, o gesto de um médico que pende a cabeça para o lado, com o semblante sério e suspira, poderá estar matando centenas de pacientes. O homem não morre por causa da doença; O doente que veio à Academia também teve a doença agravada desse modo. Então, eu lhe disse: --Essa doença não tem importância alguma. O homem recebeu a Vida de Deus e, portanto, só ele pode tira-la. Se o homem tivesse recebido a Vida de algo chamado doença, ela poderia vir pegar de volta essa vida. Ouvindo isso, essa pessoa recobrou subitamente o ânimo e, enquanto lia o livro A Verdade da Vida para compreender melhor o que é a Vida, curou-se da doença tão temida. Quando, além do paciente, os familiares e as pessoas que cuidam dele também pensarem “Talvez morra com essa doença”, e ficarem pensando sempre “Vai morrer, vai morrer”, essas ondas mentais de preocupação poderão agravar ainda mais a doença. Por isso , quando há um doente na casa, as pessoas ao redor não devem se preocupar pensando “Ele não ficará bom, vai morrer”. Se o homem pensar “não ficará bom”, assim será de fato. E não basta desejar ficar bom. Deve pensar que ficará bom. O desejo de ficar bom é ter esperança. Acreditar que vai ficar bom é ter fé. Todos possuem o poder da esperança “Quero fazer isso”, mas não o conseguem porque falta-lhes fé “Consigo fazer isso”,. Para esclarecer melhor esse princípio, darei um exemplo da hipnose. O poder da esperança e o poder da fé: Se hipnotizar uma pessoa e lhe disser “Mesmo que você deseje levantar os braços, não o conseguirá. Vamos, tente levantá-los”, a pessoa fará muito esforço tentando levantar os braços, mas não conseguirá. Por mais que se esforce desejando levantar os braços, não o conseguirá, porque não há o poder da fé que acredita “Posso levantar”. Todos possuem esperança, desejo de progredir na vida, mas nem todos conseguem isso, porque não possuem a fé “Posso progredir na vida”. Aquela que deseja progredir na vida, deve acreditar “Consigo progredir na vida”, em vez de pensar “Quero progredir”. Em relação à doença também, deve acredita “Vou me curar”, em vez de pensar, “Desejo me curar”. Ao realizar uma prova também, deve pensar “Vou ser aprovado com toda certeza”, em vez de “desejo ser aprovado”. Conta-se que no vocabulário mental de Napoleão só existia a palavra “possível” e não as palavras talvez e i,possível. Por isso, Napoleão foi poderoso. O fletcherismo; Um doente acometido de tuberculose intestinal veio à Academia e estava temeroso só imaginando o estado lastimável de seus intestinos, porque, mesmo ingerindo papa de arroze mastigando 80 vezes, tinha diarréia. Existe método para preservar a saúde denominada fletcherismo, que consiste em ingerir alimentos quase em estado líquido, mastigando-os inúmeras vezes. É um método idealizado por uma pessoa chamada Fletcher, que serve para emagrecer, e não para engordar. Fletcher estava obeso, com hipertensão, sentindo muita fadiga e taquicardia ao efetuar movimentos com seu corpo. Então, na tentativa de emagrecer, experimentou os mais diversos métodos, mas engordava ainda mais, aumentando A fadiga. Enquato pesquisava um meio de emagrecer, leu em certo livro que o ser humano tem 32 dentes, Porque deve mastigar 32 vezes os alimentos. Fletcher passou, então, a mastigar um bocado de pão, uma fatia de carne32 vezes. Inicialmente, mastigava 32 vezes, mas passou depois a mastigar cerca de 80 vezes. Após tantas mastigações, o alimento vira uma papa quase líquida. Alimentando-se desse modo, seu corpo começou a emagrecer, adquiriu vigor e deixou de sentir fadiga. Eu também experimentei mastigar 80 vezes os alimentos, mas é muito complicado fazer isso com os pratos japoneses. É possível mastigar longo tempo o pão ou a carne bovina, porém, os pratos da cozinha japonesa perdem o sabor se mastigando em excesso. Fletcher mastigou pacientemente os alimentos que ingeria e emagreceu, recuperando o vigor físico. Com isso , esse método de mastigação para ter saúde foi denominado de fletcherismo. Portanto, a pessoa emagrece quando ingere alimentos mastigando-os bastante. Quem costumava comer três porções, mastigando desse modo, se satisfaz com duas, e é por isso que emagrece. E, ingerindo alimentos excessivamente moles, eles não estimulam os instintos, que deixam de trabalhar, não assimilando os nutrientes que se transformariam em sangue e carne. Portanto, quem deseja emagrecer deve se alimentar mastigando bem; e que deseja engordar deve comer apressadamente. Experimente partilhar a mesa com uma pessoa obesa; certamente ela se alimenta rapidamente. Pessoa gorda nem sempre tem saúde: Outrora, pensava-se que ser gordo era sinônimo de vitalidade e saúde, tanto que, no exame físico nas escolas, muitos médicos costumavam classificar os alunos gordos como portadores de saúde excelente. Isso era um erro. Ter saúde é ter harmonia física, não significando que pessoa gorda seja saudável. Há alunos gordos que freqüentemente faltam à aula por doença, e há alunos magros que jamais faltam. Não significa, porém, que para ter saúde precise ser magro. Corpo saudável é aquele que está em equilíbrio. Portanto, há pessoas gordas que têm saúde debilitada, e pessoas magras que têm longa vida. Pode-se comparar isso com o avião. Uma aeronave com asas bastante robustas, feitas de metal grosso e rijo, aparentemente é bastante segura, mas, se a força do motor não for suficiente para carregar essas asas, ele cairá. Em outras palavras, é uma aeronave que terá vida curta. Analogamente, um ser humano que tiver músculos e ossatura muito desenvolvidos, mas um coração fraco, correrá perigo. Ao contrário, uma Aeronave de asas tão finas que o vento pode parti-las, não poderá voar. Conclui-se, assim, que não é bom ser magro demais nem engordar de modo desequilibrado. Então, não temos necessidade de nos preocupar em engordar nem em emagrecer. Cada pessoa tem complicação física inata. Há o projeto físico herdado geneticamente dos pais, como também trazido da encarnação anterior. Por isso, algumas pessoas nascem gordas, enquanto outras, magras. Há quem tenha Um físico atlético semelhante a um avião de bombeiro pesado, como também quem tenha um porte leve como o de aviões de reconhecimento. É errado pensar que alguém fraco só porque tem um corpo esguio, projetado para ser um “avião de reconhecimento”. Esse tipo de aeronave é ideal porque possui estrutura esguia e leve. Se for mais pesada, desequilibrar-se-á e cairá. As pessoas devem aceitar com gratidão, assim mesmo como é, o projeto físico herdado dos pais. A saúde é questão de harmonia, e na há necessidade de sentir inveja de quem possui físico forte e musculoso, nem de quem é esguio. O importante é que cada um sinta gratidão pelo porte físico que possui, porque esse é o mais adequado para si.  A tuberculose não se cura com medicamentos: Segundo confissão sincera dos médicos, a tuberculose não se cura com medicamentos. Falando a verdade, por mais que injetam remédios potentes que matam os bacilos da tuberculose, não se consegue bom resultado porque acabam aniquilando as células do corpo. Uma membrana grossa e resistente encobre os bacilos da tuberculose, e eles não morrem, mesmo que desinfetem o local com fenol. O homem morre imediatamente ao tomar fenol, mas os bacilos da tuberculose resistem a uma solução De fenol usada como desinfetante. Portanto. É inútil injetar remédios para matar apenas os bacilos e salvar o ser humano. Os bacilos da tubrculose são muito resistentes, mas são facilmente derrotados pela energia vital do homem. Por isso, não há razão para os temermos. Todos nós, pelo menos uma vez já estamos em contato com esses bacilos. Não há uma só pessoa que jamais tenha o corpo invadido por eles. Portanto, todas as pessoas vivas venceram-nos. Somos vitoriosos. Não há um lugar sequer onde não exista um bacilo da tuberculose. Entretanto, todos nós estamos vivos! Só uma parcela muito pequena da população morre derrotada pela tuberculose. Não há motivo para temê-la, pois basta vencer os bacilos. A questão é como vencê-los. É o mesmo que combater uma invasão territorial. Se o homem não tiver a firme convicção de que vencerei, será derrotado. È fundamental possuir espírito de vencedor. Não se trata da vontade de vencer por desejo de derrotar o outro. A pessoa vencerá com certeza, se acreditar categoricamente que vencerá, que jamais será derrotada. Mesmo contraindo a tuberculose, se ela possuir a firme crença de que não será vencida pelo bacilo da tuberculose, não sentirá temor. Não tendo temor, aumentará a energia vital. Aumentando a energia vital, acabará vencendo o inimigo. Quando não se teme o inimigo, a pessoa que se confronta com ele fica mais forte do que quando não tem inimigo algum.Um país cercado de inimigos fica forte. O homem também, por existirem os bacilos da tuberculose, torna-se mais forte, criando resistência, contra eles. Até mesmo as bactérias se fortalecem, criando resistência, quando são combatidas pela estreptomicina e outros antibióticos. Que tipo de alimento é melhor digerido? Há quem pense que o processo da digestão consiste em transformar em líquido o alimento, mas está completamente enganado. Efetuar a digestão não significa necessariamente transformar os alimentos em líquido. É absorve-los e assimilá-los. Há alimentos líquidos que são extremamente indigestos. Aliás, ingerindo apenas alimentos moles, liquidificados, o estômago fica indolente e não processa satisfatoriamente a digestão, assim como a população de um país se torna apática na ausência de inimigos. O leite, por exemplo, parece à primeira vista um alimento de fácil digestão, porém, é de difícil digestão para um adulto. Para uma criança, é relativamente de fácil digestão, porque seu estômago foi projetado de forma a digerir bem o leite que é seu primeiro alimento. Contudo, o leite de vaca será melhor digerido pelo estômago de um bezerro do que pelo de uma criança humana. Por isso, para facilitar a digestão, costuma-se dar a um bebê leite de vaca diluído com água. Quando um adulto bebe leite, este se solidifica no estômago, ou seja, em contato com o ácido, as proteínas do leite se coagulam como o queijo. Assim, o estômago fica preenchido de leite coalhado. Mesmo que haja a secreção do suco gástrico, ele não penetra nesse leite solidificado e a digestão é mais demorada, porque é efetuada pouco a pouco. Além disso, o leite coalhado é mole e, não oferecendo estímulo ao estômago, este não trabalha. Todos esses motivos fazem com que a digestão do leite seja bastante demorada e, permanecendo muito tempo no estômago, ocorre a acidificação, ou seja, ele se deteriora e fica azedo. O leite transforma-se rapidamente em ácido, produzindo o ácido. O ácido lático junta-se ao ácido do suco gástrico, e a acidez torna-se bastante acentuada. Ocorre a hiperacidez que agride a parede estomacal, causando dores ou provocando úlcera. A úlcera estomacal consiste na corrosão da parede do estômago no local onde a acidez é acentuada. Segundo os médicos, é perigoso ingerir alimentos duros nessas condições porque pode perfurar o estômago que está com uma parte corroída. Entretanto, essa corrosão não foi provocada por algo duro. A permanência demorada de alimentos no estômago é que provoca a acidificção dos mesmos que, com o ácido gástrico, forma a hiperacidez que corroia parede estomacal, ocasionando úlcera. Por essa razão, não se cura a úlcera ingerindo apenas alimentos moles.Pelo contrário, o alimento mole não estimula o estômago e, por isso ele não trabalha. Assim, o alimento não digerido se deteriora, ocasionando a hiper-acidez que agrava a úlcera. O segredo para curar doença estomacal é comer alimentos duros—como arroz e nabo curtido no sal--- com sentimento de gratidão, até preencher 80% do estômago. Inúmeras pessoas já se curaram de doença estomacal comendo bolinho de arroz levemente queimado na grelha.


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