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História

OS POLONESES DE QUEDAS DO IGUAÇU E SUA HISTÓRIA

Por volta de 1930 esta terra pertencia ao município de Guarapuava - PR. Não tinha povoado, somente mata com apenas alguns poucos moradores espalhados por esta mata.

Instalou-se aqui, antes da Segunda Guerra Mundial, uma companhia colonizadora polonesa, chamada como Companhia Colonizadora Mercantil. Com a emigração polonesa para o Brasil vieram inúmeras famílias e instalaram-se no estado do Rio Grande do Sul Santa Catarina e mesmo em outros pontos do Paraná. Com a fundação da colonizadora, tiveram conhecimento desta companhia e que a mesma vendia terras com preços accessíveis, alguns colonos aventuraram-se e vieram até aqui para ter melhores conhecimentos sobre as terras e condições que a companhia vendia. Agradaram-se e começaram a propagar a boa nova para que todos os agricultores poloneses que moravam naquele estado vendessem suas terras e comprassem aqui, o que ocorreu com muitos colonos a aventurar-se e novamente emigrar para a terra prometida aonde adquiriram suas terras e deram o nome de Jagoda (fruto).  Como aqui havia muita mata, muitas vezes se tornava quase que insuportável a vida, por causa dos insetos como borrachudos e mutucas que picavam as pessoas e animais sugavam seu sangue e causavam feridas muito doloridas, isso não contando com o perigo de animais peçonhentos como cobras, aranhas e animais ferozes que ofereciam muitos perigos, tanto que muitas famílias, com medo dos perigos aqui existentes retornassem ao estado do Rio Grande do Sul,só aqui ficando o povo com sangue de saga guerreira. 
 
Com a Segunda Guerra Mundial, a companhia colonizadora fracassou pois a língua polonesa era proibida de ser pronunciada, aqui como em outros lugares. Começou faltar combustível para o único caminhão da colonizadora que fazia o transporte dos produtos que os agricultores produziam, por isso o caminhão precisou ser modificado para gasogênio. Um combustível feito a base de carvão, que pouco resolvia, alem de faltar gasolina também começou faltar querosene e sal, e para complicar mais a situação, por causa da guerra a companhia também perdeu os ânimos suspendendo a venda de terras. Fechou as portas e vendeu as terras para o empresário Antonio Ermírio de Moraes.Pai de Ermírio de Moraes. Hoje grupo Votorantin.

Mas os poloneses que compraram suas terras traziam suas famílias de outros lugares de carroça, levando as vezes mais de quarenta dias de viagem para chegar ate aqui, conforme as condições do tempo. Chegando aqui, instalavam-se provisoriamente em barracões da colonizadora aonde permaneciam ate construir suas casas e começavam a desbravar a mata, faziam plantações, e para vender sua colheita em Guarapuava, transportavam seus produtos em carroças, levando semanas para chegar ao destino. Lá vendiam seus produtos e compravam o necessário e levando outro tanto de tempo para voltar, isso quando o tempo colaborava.O mesmo acontecia com os criadores de porcos que levavam-os tropeando a pé até Ponta Grossa que levavam meses para chegar e lá vende-los. 

Com a venda da colonizadora para o grupo Votorantim no final de 1944 os ânimos aumentaram pois a nova companhia prometia construir fábricas de celulose e papel. Aos 10 de maio de 1945 a guerra acabou e mais uma vez voltou a alegria eufórica do povo tanto que começaram chegar novos habitantes.Mas ao chegar aqui a decepção: a nova companhia não vendia mais terras e nem construiria fábrica alguma, e o povo obrigou-se a invadir as terras do estado “terras devolutas.”     

Passaram-se muitos anos e com a saga guerreira o lugarejo Jagoda foi aumentando, mais tarde passou-se a chamar Campo Novo e em 15 de dezembro de 1968, Campo Novo foi emancipado e deu-se o nome de Quedas do Iguaçu, e com sua população mais de 80% de origem polonesa.

Passaram-se três gestões municipais e na quarta gestão com o prefeito Sr. RUDI SCHAEDLER e seu secretário da cultura Sr. JAIR FONTANELLA; em 1985 acharam que deveria ter um marco polonês em Quedas do Iguaçu, então surgiu a idéia de fundar uma sociedade polonesa, um grupo que representasse a cultura deste povo; Um Grupo polonês. Com alguns pioneiros mais influenciados com o órgão publico, e a convite do Sr. prefeito e do Sr. secretário da cultura, esses pioneiros organizaram uma reunião com  os pioneiros poloneses,  os quais quiseram fazer parte desta sociedade.

Surgiram então outras reuniões, e com uma festa em homenagem a esses poloneses pioneiros no dia 19 de julho de 1985, foi convidado o Cônsul geral da Polônia Sr. MIECZYSLAW STEFANSKI e aí surgiu o GRUPO FOLCLÓRICO POLONÊS JAGODA de Quedas do Iguaçu.

Com essa conquista os pioneiros formaram um grupo de danças típicas polonesas, danças de salão.
Em agosto de 1986, a convite do Sr. Prefeito e do Sr. Secretario da cultura foi trazido um grupo de cantos e danças KRAKUS da Polônia, onde os nossos jovens da época comoveram-se e entusiasmados com as danças vibrantes acharam que seriam capazes de executar as mesmas danças. Dai então foi contratado um professor coreógrafo de danças polonesas com formação na Polônia para ensinar e ministrar aulas folclóricas polonesas aos nossos jovens.
Com alguns trajes trazidos da Polônia e outros confeccionados aqui então começaram as tão esperadas danças folclóricas.

Com a sensibilidade do então prefeito Sr. RUDI SCHAEDLER e os demais prefeitos como a dos Srs.VITÓRIO REVERS e PEDRO A. GIRALDI e das sempre atuantes diretorias. Hoje o Grupo conta com sua cede social própria, sempre fazendo ampliações e melhorias.Faz apresentações com lindos espetáculos em diversos municípios do estado do Paraná.

E assim permanecemos 23 (vinte e três) anos com uma sociedade sólida e respeitada. Onde esperamos prosperar por intermináveis anos, sempre com o incentivo dos descendentes poloneses e a colaboração dos amantes da cultura polonesa e das nossas autoridades sempre atuantes. 

Danuta Siejka Spack - Diretora Artística
Floriano Perscel – Presidente

 

 

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