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Agronegócio

Falta de chuva atrasa milho da safrinha

Dia 17/03/2026

A falta de chuva nas últimas semanas já provoca atraso na germinação e no crescimento do milho safrinha na região Oeste do Paraná, principalmente em Cascavel. A situação preocupa porque pode afetar diretamente a produtividade da safra se o clima seco continuar.

Dados de monitoramento mostram que desde aproximadamente 23 de fevereiro não foram registradas chuvas consideradas significativas, com volumes acima de 5 milímetros em várias áreas da região. Sem a umidade necessária no solo, o desenvolvimento inicial das plantas acaba comprometido.

Com isso, muitas lavouras apresentam atraso no crescimento. Sistemas de acompanhamento agrícola já indicam diferença no desenvolvimento das plantas justamente por causa da falta de precipitação nas últimas semanas.

A preocupação é que esse atraso possa trazer reflexos mais adiante no ciclo do milho. Caso novos períodos de tempo seco ocorram nos próximos meses, principalmente em fases importantes para a planta, o risco de queda na produtividade aumenta.

Mapas de monitoramento agrícola de fevereiro de 2026 mostram que várias regiões produtoras de milho safrinha no Paraná registraram chuva abaixo do esperado. No entorno de Cascavel, a situação já é percebida nas lavouras.

Outras áreas do estado também enfrentam dificuldades. No Norte Pioneiro do Paraná, por exemplo, há registros de períodos ainda mais longos sem chuvas mais fortes, com locais onde precipitações acima de 5 milímetros não são registradas desde janeiro.

A previsão aponta possibilidade de volumes de chuva um pouco maiores nos próximos dias, o que pode ajudar na recuperação das lavouras. Mesmo assim, especialistas alertam que as áreas afetadas precisam ser acompanhadas de perto, já que o atraso no desenvolvimento das plantas pode trazer impactos no rendimento da produção.

China anuncia taxação de 55% na importação de carne do Brasil

Dia 31/12/2025

A China anunciou na quarta-feira, 31, a adoção de medidas de salvaguarda contra a importação de carne bovina. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país. O governo chinês decidiu adotar cotas específicas por país para importação de carne bovina com a imposição de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a cota, conforme antecipou o Estadão/Broadcast. As medidas entram em vigor nesta quinta-feira, 1º, e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028.

O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026. O volume alcança 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. A título de comparação, neste ano no acumulado até novembro, o País já exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês, somando US$ 8,028 bilhões.

A adoção de medidas de salvaguarda pela China era vista como “iminente” pelo governo e pelo setor produtivo brasileiro, que temem o impacto com a queda nas exportações da proteína vermelha ao país asiático. O governo chinês já havia sinalizado aos países que adotaria as cotas e tarifas sobre a importação da carne bovina. Interlocutores do governo brasileiro relatam que as autoridades chinesas vinham apontando para aplicação de uma salvaguarda “moderada”, visando preparar o governo quanto a eventuais medidas e minimizar danos à relação bilateral dos países.

Outros grandes players exportadores de carne bovina também terão suas vendas ao mercado chinês limitadas por cotas, que foram estabelecidas de acordo pela participação de cada país nas exportações à China. A maior cota é do Brasil que responde por 45% da carne bovina importada pela China. A Argentina terá cota de 511 mil toneladas no próximo ano. Uruguai terá cota de 324 mil toneladas sem tarifa adicional em 2026, seguido por Nova Zelândia com 206 mil toneladas, Austrália com 205 mil toneladas e Estados Unidos com 164 mil toneladas.

Ao justificar a decisão, o Mofcom alegou que “o aumento das importações de carne bovina causou graves danos à indústria nacional da China e que existe uma relação causal entre o aumento das importações e esses graves danos”, como já havia argumentado perante a Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com o governo chinês, as medidas de salvaguarda serão gradualmente flexibilizadas durante o período de implementação. A alíquota de 55% sobre volumes que excedam a cota de cada país será adicional à tarifa atualmente vigente aplicável a cada país. Eventuais volumes não utilizados de cotas não poderão ser transferidos para o ano seguinte, informou o governo chinês.

Durante a implementação das medidas de salvaguarda, as medidas especiais de salvaguarda para carne bovina estipuladas no Acordo de Livre Comércio China-Austrália serão suspensas. Países e regiões em desenvolvimento não estarão sujeitos à salvaguarda se a cota de importação não exceder 3% e a cota total da região não exceder 9%.

A investigação de salvaguarda foi iniciada pelo governo chinês há um ano, em 27 de dezembro de 2024 e tinha prazo de conclusão até 26 de janeiro. Pecuaristas chineses pressionaram o governo local por restrições a importações, depois que os volumes de importação cresceram, o que levou à queda do preço da proteína pago aos produtores locais e queda do preço da carne no mercado interno. No documento, o Mofcom informou que no período a autoridade investigadora apurou se houve aumento no volume importado de carne bovina no período e relação entre danos à indústria nacional em virtude da maior quantidade importada.

O Mofcom informou, ainda, que as medidas de salvaguarda poderão ser revistas durante o período de implementação.

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