Conta de energia fica em média 20% mais cara no Paraná
Dia 26/06/2026
A conta de luz vai ficar mais cara no Paraná a partir desta quarta-feira (24). O aumento é válido para as clientes da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e foi aprovado nesta terça (23) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A Agência explica que, para consumidores residenciais, o reajuste médio é de 20%. Para os consumidores cativos de baixa tensão (pequenos comércios, iluminação pública, pequenas propriedades rurais, entre outros), 19,85%, e para os de alta tensão (grandes empresas, hospitais, shoppings, indústrias, etc), 21,87%.
Com isso, o efeito médio para o consumidor foi calculado em 20,51%, dependendo do consumo.
Prazo para entrega da Declaração do IR está terminando
Dia 26/05/2026
Faltando apenas quatro dias para o encerramento do prazo do Imposto de Renda 2026, cerca de 11,5 milhões de brasileiros ainda não enviaram a declaração à Receita Federal. Até esta segunda-feira (25), o órgão recebeu 32,5 milhões de documentos, o que representa 73,9% das 44 milhões de declarações esperadas neste ano. O prazo final para acertar as contas com o Leão termina na sexta-feira, 29 de maio, às 23h59, e quem perder a data pode estar sujeito ao pagamento de multa.
Desenrola é liberado e renegociação de dívidas pode ser feita
Dia 06/05/2026
O governo federal liberou o sistema que viabiliza a nova fase do programa Desenrola Brasil. A liberação da infraestrutura do Fundo Garantidor de Operações (FGO) pelo Ministério da Fazenda permite que bancos registrem oficialmente as renegociações e ampliem a oferta aos clientes.
Na prática, isso significa que o programa passa a operar de forma completa, com maior alcance e integração entre instituições financeiras.
O que é o Desenrola
O Desenrola Brasil é uma iniciativa do governo para ajudar pessoas endividadas a renegociar débitos com condições facilitadas. A expectativa é que o programa alcance até 27 milhões de brasileiros e viabilize a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas.
A proposta é permitir que consumidores com contas em atraso consigam descontos, novos prazos e condições de pagamento mais acessíveis.
O que muda com a liberação
Com o sistema do FGO em funcionamento, os bancos passam a registrar as operações dentro do programa, o que garante segurança e viabilidade às renegociações.
Na prática:
As instituições podem formalizar os acordos dentro do Desenrola;
O governo passa a oferecer garantias para parte das operações;
O volume de ofertas tende a aumentar nos próximos dias.
Antes mesmo da liberação completa, algumas instituições financeiras já haviam iniciado ofertas ou coletado pedidos de clientes interessados.
Como participar
O acesso ao programa é feito diretamente pelos canais dos bancos, como aplicativos e sites. Cada instituição identifica automaticamente os clientes elegíveis e apresenta propostas de renegociação.
O consumidor pode:
Consultar dívidas disponíveis para negociação;
Avaliar descontos e condições oferecidas;
Fechar o acordo de forma digital.
Preparação dos bancos
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor financeiro já está preparado para operar o programa. As instituições realizaram testes de integração com o sistema nos últimos dias e ajustaram suas plataformas para suportar a nova fase.
A expectativa é que a execução ganhe escala de forma gradual, devido ao grande volume de dados e à complexidade operacional.
Próximos passos
O programa ainda passa por etapas finais de formalização, como publicação de normas e ajustes operacionais.
No fim da tarde, o governo publicou uma portaria e dois decretos que regulamentam o Novo Desenrola. Mesmo assim, a liberação do sistema marca o início efetivo da nova rodada de renegociação em larga escala.
A Febraban afirma que todos os clientes elegíveis terão oportunidade de participar ao longo do período de adesão, à medida que os bancos ampliem a oferta de propostas.
Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717
Dia 16/04/2026
O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.
O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.
Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.
O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.
Inflação dos alimentos da cesta básica aumenta
Dia 09/04/2026
Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45.
Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800.
Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado.
Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos.
O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina.
Paraná recebe apenas R$ 0,36 a cada R$ 1 arrecadado
Dia 08/04/2026
Em 2025, o Paraná arrecadou mais de R$ 108 bilhões em tributos federais sobre sua atividade econômica. Desse total, R$ 38,9 bilhões retornaram ao estado e aos municípios por meio de transferências constitucionais e legais. Na prática, isso significa que, para cada R$ 1 enviado à União, apenas R$ 0,36 voltam.
O número, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná (Sefa-PR), ainda é preliminar, mas já revela uma distorção relevante. Trata-se de uma estimativa, conforme a secretaria, mas que evidencia uma assimetria importante no pacto federativo, em que a maior parte dos recursos arrecadados no estado permanece concentrada na União.
“O Paraná é um estado de economia vibrante, com um agronegócio e uma indústria extremamente eficientes, o que gera uma arrecadação bilionária para a União. No entanto, recebemos de volta apenas cerca de 36% do que produzimos. Embora tenha ocorrido uma leve melhora nominal nos repasses, o Paraná continua entre as unidades da federação que menos recebem proporcionalmente no país”, explica o secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara.
Em 2025, o Paraná ocupa a 21ª posição no ranking nacional de retorno. A distância em relação a outras unidades da federação chama atenção. Enquanto o Paraná recebe 36,1% do que arrecada, estados como o Acre chegam a receber o equivalente a 425,5% do valor gerado em seu território. Roraima (364,1%) e Amapá (301,9%) também aparecem entre os maiores beneficiados.
Mesmo entre estados de maior porte econômico, a diferença persiste. Minas Gerais recebe cerca de 41,2% do que arrecada, enquanto São Paulo, maior economia do país, tem retorno ainda menor, de 10,1%. Já Santa Catarina (17,7%) e Rio Grande do Sul (32%) também figuram entre os estados com baixa devolução proporcional.
“Por ter uma economia forte, alto nível de formalização e baixo desemprego, o Paraná acaba financiando o desenvolvimento de outras regiões, sem que o modelo atual garanta um retorno equitativo para reinvestimento local”, considera Ortigara.
Receita Federal abre prazo para envio da Declaração de Imposto de Renda
Dia 23/03/2026
A partir desta segunda-feira (23), os contribuintes já podem enviar a declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-calendário de 2025. O prazo segue até 29 de maio, e a expectativa da Receita Federal é receber cerca de 44 milhões de declarações.
O principal destaque deste ano não está em mudanças na legislação, mas no avanço do controle de dados. O Fisco implementou alertas automáticos no sistema para sinalizar possíveis inconsistências durante o preenchimento, além de ampliar o cruzamento de informações com bases como eSocial, Dmed, e-Financeira e declarações de operações com criptoativos.
A declaração pré-preenchida também ganhou mais informações importadas automaticamente, mas especialistas alertam que a responsabilidade pela conferência continua sendo do contribuinte. A lógica da fiscalização mudou: a Receita já cruza dados de diversas fontes antes mesmo do envio da declaração, e qualquer divergência, por menor que seja, pode levar à malha fina.
Os limites de obrigatoriedade foram atualizados. Devem declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 no ano passado, ou rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil. O valor de bens e direitos que exige declaração subiu para R$ 800 mil.
Operações internacionais e criptoativos estão entre os principais focos da fiscalização. Quem possui ativos no exterior, trusts ou aplicações financeiras fora do país precisa informar esses dados. Além disso, a Receita criou um campo específico para declaração de ganhos com apostas de cota fixa (bets). O contribuinte deve informar o saldo existente em 31 de dezembro de 2025, mesmo que não ultrapasse o valor que exija pagamento de imposto. Ganhos líquidos anuais acima de R$ 28.467,20 estão sujeitos à alíquota de 15%.
Apesar das discussões sobre a proposta de isenção para rendimentos de até R$ 5 mil mensais, a medida não se aplica à declaração deste ano, pois o período declarado é 2025, quando a regra ainda não estava em vigor.
Especialistas apontam que o cenário exige mais atenção do que em anos anteriores, especialmente em itens como despesas médicas, operações com renda variável, venda de bens e variação patrimonial incompatível. O cruzamento de dados mais apurado torna o monitoramento contínuo, e a recomendação é que o contribuinte confira se todas as informações prestadas estão alinhadas com os dados já disponíveis à Receita.
Combustível mais caro no Paraná
Dia 09/03/2026
Consumidores de diversas regiões do Brasil já enfrentam preços mais altos nas bombas de combustíveis, mesmo sem qualquer anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras. No Distrito Federal e no Paraná, representantes de postos de gasolina relataram que as distribuidoras passaram a cobrar mais caro pelos produtos nesta semana, o que forçou o repasse imediato para o valor final pago pelo motorista.
A situação é ainda mais crítica na Bahia, onde a refinaria de Matarippe é operada pela iniciativa privada. No estado, o reajuste da gasolina para as distribuidoras chegou a quase 12%, tornando o litro na bomba cerca de 30 centavos mais caro. A empresa justifica a alta seguindo a variação do mercado internacional do petróleo, que está sob forte pressão devido aos conflitos no Oriente Médio.
Impacto da importação e custos extras
Embora a Petrobras responda por 70% do combustível vendido no país, o restante do suprimento precisa ser importado. Com a disparada do preço do barril de petróleo no exterior em função da guerra, o custo de importação subiu significativamente. Especialistas apontam que distribuidoras que compram parte de seu estoque no exterior estão repassando esse custo de oportunidade para o mercado interno.
Além do petróleo, outros componentes que formam o preço final, como o biodiesel e o etanol anidro, podem ter sofrido variações de custo que influenciam o valor na bomba. "Se a companhia compra 100% da Petrobras, não faria sentido ter reajuste, a menos que tenha tido um custo a mais com esses aditivos", explicam analistas do setor.
Preocupação do consumidor
Em cidades como Curitiba, onde os preços na maioria dos postos ainda não foram alterados, o clima entre os motoristas já é de apreensão. O aumento no transporte impacta diretamente o custo de vida, desde o frete de mercadorias até o preço dos alimentos no supermercado.
"O que vai acontecer é que o meu ganho e a minha comida vão diminuir. Influencia tudo, está ficando muito difícil", desabafou um consumidor ao Jornal da Band. Até o momento, a Petrobras não sinalizou se pretende acompanhar a tendência internacional ou se manterá os preços congelados nas refinarias estatais.
Custo de vida no Paraná é R$ 780 mais caro que a média nacional
Dia 25/02/2026
O Paraná é o segundo estado com maior custo de vida do país. Em média, o paranaense gasta R$ 4.300 por mês, valor R$ 780 acima da média nacional. Os dados são de uma pesquisa da Serasa realizada em parceria com o instituto Opinion Box.
No Brasil, a média com despesas é de R$ 3.520 por mês. A média é calculada com base nas respostas coletadas entre os dias 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026. O Distrito Federal lidera o ranking, com custo médio de R$ 4.920. Em seguida aparecem Paraná e São Paulo, com R$ 4.300 e R$ 4.270, respectivamente.
Embora o top 3 reúna regiões distintas, os maiores gastos com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral e serviços pessoais se concentram no Sul do país.
Nas capitais, são necessários cerca de 2,4 salários mínimos para fechar o orçamento mensal. Apesar do peso das despesas, mudar de cidade não é alternativa para a maioria. No Sul, o índice de quem tomaria essa decisão é de 12%, abaixo da média nacional.
O maior peso no orçamento dos brasileiros é o supermercado. Em seguida aparecem as contas recorrentes, como água, luz e internet, e os gastos com moradia. Somados, esses três grupos comprometem aproximadamente 57% da renda mensal.
No Paraná, a despesa média mensal com supermercado chega a R$ 1.210, a mais alta do país. O valor supera em R$ 280 a média nacional, fixada em R$ 930.
As contas recorrentes representam, em média, R$ 570 do orçamento dos paranaenses, configurando o sexto maior valor do Brasil nesse item. Já o aluguel, que aparece como o segundo mais caro do país, tem média de R$ 1.340 no estado.
Os gastos com transporte e mobilidade também estão em destaque. No Paraná, a média mensal é de R$ 430, o que coloca o estado na segunda posição entre os que mais gastam. Já saúde e atividade física somam, em média, R$ 630 por mês.
Por que tudo está caro?
De acordo com Sandro Silva, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Paraná (DIEESE-PR), a pesquisa tem caráter opinativo e reflete a percepção dos entrevistados sobre o custo de vida. Na prática, porém, o impacto efetivo desses valores no bolso do consumidor é medido por indicadores como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acompanha a variação real dos preços.
Segundo o economista e CEO do DataCenso, Cláudio Shimoyama, a relação entre inflação e poder aquisitivo é inversamente proporcional: quanto maior a inflação, menor a capacidade de compra. “O poder aquisitivo do brasileiro, de modo geral, caiu muito. A inflação corrige cerca de 4 a 5% dos salários, mas no supermercado ela está entre 10 e 15%”, explica. Na prática, isso significa que, mesmo com reajustes salariais, o consumidor perde margem de consumo, especialmente em itens básicos.
Parte dos gastos que pressionam o orçamento também está associada ao padrão de vida adotado. No Paraná, a média salarial é de R$ 3.151,59, conforme divulgado pelo governo do estado em 2025. “Quando se tem uma média salarial maior, há um consumo maior e o maior consumo também aumentam os preços”, explica o economista.
Com esse cenário, o aumento da renda pode estimular a demanda, o que, em determinados contextos, contribui para a elevação dos valores praticados no mercado. O impacto do padrão de vida também aparece nas escolhas cotidianas.
A decisão de ir ao trabalho de carro, por exemplo, pesa diretamente no orçamento familiar. Somente em janeiro, o IPCA acumulado da gasolina foi de 6,77% em Curitiba. Esse aumento reduz a quantidade de vezes que o consumidor consegue abastecer ao longo do mês, por exemplo, e compromete outras despesas.
A alta nos preços também é influenciada por fatores como a dinâmica interna de oferta e demanda. O mesmo raciocínio vale para o aluguel: em bairros com melhor localização ou maior procura, os valores tendem a subir, pressionados pela concorrência entre interessados.
Mais de 22 mil têm a CNH renovada de graça no Paraná
Dia 13/01/2026
Mais de 22 mil condutores paranaenses foram beneficiados, em apenas um mês, com a renovação automática e gratuita da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) concluiu nesta segunda-feira (12) a sincronização de seus sistemas com a plataforma da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), responsável pela criação do Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que concede o selo “Bom Condutor” aos motoristas sem infrações nos últimos 12 meses.
O selo é requisito obrigatório para acesso ao benefício. A medida passou a valer após a entrada em vigor da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), no dia 10 de dezembro do ano passado, que alterou regras do processo de habilitação em todo o país.
Renovação automática
Desde o início da aplicação da nova regra, o processo automático já atendeu 26.669 paranaenses. Desse total, 22.477 motoristas tiveram a CNH renovada automaticamente, sendo que 1.756 possuem a observação EAR (Exerce Atividade Remunerada). Outros 4.192 condutores realizaram a conversão da CNH provisória para definitiva, incluindo 785 com EAR.
De acordo com o presidente do Detran-PR, Santin Roveda, o novo modelo representa uma mudança significativa na forma como o Estado trata o processo de habilitação. Segundo ele, a iniciativa reduz custos e burocracia, mantendo a responsabilidade com a segurança no trânsito.
“O processo de habilitação está passando por uma mudança de paradigma, uma verdadeira revolução que está barateando o serviço e reduzindo a carga burocrática. O Paraná tem sido vanguarda, trabalhando com celeridade para implementar as mudanças, mas sempre com serenidade e responsabilidade”, afirmou.
Quem tem direito
Com o selo “Bom Condutor”, motoristas com até 70 anos podem ter a CNH renovada automaticamente, sem necessidade de agendamento, realização de exames médicos ou psicológicos, nem pagamento de taxas. Para obter o selo, é necessário aderir ao Cadastro Positivo por meio do aplicativo CNH do Brasil.
Condutores com idade entre 50 e 70 anos poderão utilizar o benefício apenas uma vez. Já motoristas com mais de 70 anos ou aqueles que, por recomendação médica, possuem prazo de validade reduzido da habilitação, seguem obrigados a realizar o procedimento tradicional, incluindo exame de aptidão física e mental.
A nova regra também contempla condutores com CNH provisória e está prevista na Resolução nº 1.020/2025 do Contran, que reformulou etapas do processo de habilitação no país.
Restituição de taxas pagas
Como a resolução entrou em vigor em dezembro, motoristas que iniciaram o processo de renovação antes da mudança e já pagaram taxas de exames ou de emissão da CNH física podem solicitar a restituição dos valores por meio de protocolo no site do Detran-PR.
Somando as taxas anteriormente exigidas para renovação da CNH, conversão da provisória para definitiva, exame de aptidão física e mental e avaliação psicológica para condutores com EAR, a economia gerada chega a R$ 7,7 milhões.
Segundo Santin Roveda, a medida representa um alívio financeiro direto para as famílias paranaenses. “É dinheiro no bolso da família paranaense, somado à redução do IPVA para o menor patamar do Brasil. Estamos trazendo alívio para as finanças e colocando esse dinheiro para circular no comércio, no turismo, na cultura e na educação, gerando emprego e renda”, concluiu.
IPVA já pode ser emitido com desconto
Dia 02/01/2026
Os contribuintes paranaenses já podem emitir as guias de recolhimento (GR-PR) do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2026. Assim como no ano anterior, os proprietários que optarem pelo pagamento à vista garantem um desconto de 6% sobre o valor total. Para aproveitar o benefício, é importante observar a data limite, que varia conforme o número final da placa do veículo.
O grande destaque do IPVA 2026 é a redução no valor do tributo para a maioria dos motoristas. Em média, a queda é de 45,7%, com a alíquota fixada em 1,9% sobre o valor venal dos veículos
. Com isso, o Paraná passa a figurar entre os estados com menor IPVA do país.
Os prazos para o pagamento em cota única ou da primeira parcela foram definidos entre os dias 9 e 15 de janeiro de 2026, de acordo com o final da placa.
FINAL DE PLACA - prazo de pagamento da quota única com desconto de 6%1 e 2 - 09/01/2026
3 e 4 - 12/01/2026
5 e 6 - 13/01/2026
7 e 8 - 14/01/2026
9 e 0 - 15/01/2026
FINAL DE PLACA - cinco parcelas
1 e 2 - 09/01, 09/02, 09/03, 09/04, 11/05
3 e 4 - 12/01, 10/02, 10/03, 10/04, 12/05
5 e 6 - 13/01, 11/02/ 11/03, 13/04, 13/05
7 e 8 - 14/01, 12/02, 12/03, 14/04, 14/05
9 e 0 - 15/01, 13/02, 13/03, 15/04, 15/05
A nova alíquota de 1,9% é válida para automóveis, motocicletas acima de 170 cilindradas, caminhonetes, camionetas, ciclomotores, motonetas, utilitários, motorhomes, triciclos, quadriciclos e caminhões-tratores.
COMO PAGAR - As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerar as guias. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes poderão pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, podendo ser realizado a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
Além disso, é possível pagar o tributo com cartão de crédito, o que permite parcelar os débitos em até 12 vezes — sujeitas, neste caso, a juros aplicados pela instituição emissora dos cartões.
ISENÇÕES - As motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas aptas à realizar a conversão.
SITES FALSOS - A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão ".pr.gov.br", ou utilizar o app da Receita Estadual.
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