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Economia

Petrobras oferece gás pelo dobro do preço

Dia 11/11/2021

A promessa do governo de promover um choque de energia barata com a abertura do mercado de gás natural ainda neste mandato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não será cumprida.

A Petrobras, que ainda abastece a maior parte do mercado, já avisou as distribuidoras e grandes consumidores com contratos vencendo no final deste ano que não haverá renovação e só poderá fornecer o combustível pelo dobro do preço.

Esse movimento da estatal é relevante e terá impacto na economia em ano eleitoral porque, a partir de janeiro, 70% do mercado estará sem contrato, segundo conta das distribuidoras.

A Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) avalia formalizar no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) uma reclamação contra a Petrobras por abuso de poder econômico, ferindo cláusulas dos termos de compromisso assinado no ano passado que garantiriam o fim do monopólio neste setor.

Sem alternativa de novos fornecedores, essas empresas continuarão reféns da estatal. No mercado internacional falta combustível, o que fez os preços para importação dispararem. As empresas que produzem aqui só conseguem abastecer 25% da necessidade do mercado. Nem mesmo a Petrobras conseguirá atender todos os interessados.

Segundo a Abegás, a proposta mais vantajosa da estatal prevê o gás a quase US$ 20 por milhão de BTU, o que praticamente dobraria o preço -hoje em US$ 11.

Os contratos propostos pela empresa variam de um mês a quatro anos e o preço sofre um desconto no contrato mais longo. As distribuidoras tentam negociar um de seis anos, com preços entre US$ 10 e US$ 15 por milhão de BTU.

Esses contratos teriam possibilidade de revisões a cada três meses no primeiro ano, caso apareçam novos fornecedores com preços melhores. Ainda não houve acordo.

O gás é insumo fundamental para a indústria de vidro e cerâmicas, e abastece geradoras de energia (termelétricas). Consumidores residenciais teriam um aumento considerável em suas contas. Essa situação prejudica Bolsonaro, que pretendia faturar politicamente com a queda do preço da energia via expansão do uso do gás.

Isso ocorreria porque, no ano passado, a Petrobras assinou um acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em que concordou retirar-se do mercado de transporte e distribuição do gás, pondo fim ao monopólio.

A medida foi anunciada pelo governo e o ministério de Minas e Energia e o da Economia celebraram a criação do chamado Novo Mercado do Gás.

Mais empresas se estabeleceriam nesse mercado porque teriam acesso livre aos dutos que antes pertenciam à Petrobras. Poderiam criar empresas pelo país investindo na construção de mais gasodutos. Esse movimento faria a oferta crescer derrubando o preço.

“Mas com venda de ativos [decorrente da abertura do mercado após acordo com o Cade], a Petrobras ficou sem terminal de importações da Bahia por dois anos e ficou sem gás que podia comprar de parceiros dos campos do pré-sal”, diz Augusto Salomon, presidente da Petrobras.

“Basicamente só tem o gás que produz. Desse gás, consome 14 milhões de metros cúbicos por dia em suas atividades”, completa. Outros produtores e importadores privados já têm disputado contratos, mas com volumes insuficientes para substituir a estatal.

Salomon explica ainda que as petroleiras privadas com reservas no país têm pouco interesse em vender gás, porque tomaram decisões de investimento considerando o aumento da produção de óleo e não a distribuição.

Pessoas que participam das negociações afirmam que, por isso, a estatal enviou carta para as distribuidoras, especialmente as do Nordeste, informando que não seria possível renovar os contratos vincendos.

No entanto, a empresa abriu a possibilidade de fornecer o gás em contratos conhecidos como spot (de curto prazo). Nesse tipo de operação, o preço flutua de acordo com a cotação internacional.

O problema é que o preço disparou. Dentre os motivos estão o atraso na construção do novo gasoduto na Rússia, aumento da demanda na Ásia, e a perspectiva de inverno rigoroso no Hemisfério Norte. Em novembro do ano passado, o preço era de US$ 5,27 por milhão de BTU. Hoje, saltou para US$ 27,14.

Esse efeito causou perdas para a Petrobras que, no terceiro trimestre deste ano, registrou lucro líquido de R$ 20 milhões na área de gás e energia, uma queda de 98,5% em relação ao trimestre anterior.

Tradicional fornecedor brasileiro, a Bolívia não tem mais capacidade de ampliar suas entregas, já travadas no limite de 20 milhões de metros cúbicos por dia.

Segundo o analista Rivaldo Moreira Neto, sócio da consultoria Gas Energy, internamente, a produção nacional cresceu menos do que se esperava e, por outro lado, o Brasil está demandando muito gás para despachar usinas térmicas como forma de evitar apagões diante da escassez hídrica.

“A situação é motivo de preocupação mesmo. O problema é real, há uma limitação de oferta global”, diz Moreira Neto. “O mercado foi aberto, mas ainda mantém dependência em relação à Petrobras”.

Estimativas do mercado indicam que os novos fornecedores só poderiam atender cerca de 10% da necessidade de abastecimento do mercado.

“Agora tem que conviver com crise de preço incontornável, porque o preço mudou para o ano que vem. É ano eleitoral, a inflação já está muito alta. O momento é bastante sensível”, diz Moreira Neto.

“Perdemos uma janela de abertura muito importante”, diz Moreira Neto. “Chegamos a acompanhar várias negociações de mercado livre com supridores privados, com preço e oferta na mesa, mas os agentes não conseguiram assinar contratos.”

Consultada, a Petrobras não confirmou se reajustará os novos contratos. Por meio de sua assessoria, a empresa informou que “cumprirá os contratos firmados com os diversos clientes”. “A Companhia está participando de processos de chamadas públicas das Companhias Distribuidoras Locais considerando a sua disponibilidade de gás”, disse a empresa em nota.

A companhia explica que houve redução de oferta “em função do cumprimento dos compromissos do TCC com o Cade, notadamente a redução da restrição importação da Bolívia em cerca de 10 milhões de m³/dia e o arrendamento do Terminal de Regaseificação da Bahia (TRBA), além de desinvestimentos em campos de produção”.

Paraná sem pedágios por quase um ano

Dia 09/11/2021

Sabe a rodovia 277? Essa que começa no litoral do Paraná, em Paranaguá, e termina em Foz do Iguaçu (ou vice e versa)? Pois ela, que rasga a Cantuquiriguaçu, e outras das principais vias do estado, onde o pedágio para automóvel custa até R$ 26, terão tráfego gratuito a partir de 28 de novembro. E a previsão é de que isso se estabeleça por um ano aproximadamente.

O caso

Isso deve-se ao fato do governo federal ter adiado, no dia 10 de outubro, o cronograma para a assinatura de novos contratos de concessão de estradas do “anel de integração” do Paraná. A expectativa até então era de que esses contratos fossem firmados ainda no 2º semestre de 2022. Com o adiamento, só será possível a partir do último trimestre do próximo ano. Vale lembrar que os contratos em vigor expiram no fim deste mês.

As cancelas abertas já foram confirmadas pelo governador Ratinho Junior.

 “Esse formato que tanto mal fez ao estado não fica um segundo a mais no Paraná”, afirmou ainda. Ele recordou que as concessionárias não concluíram obras e que houve casos de corrupção nos quais elas se envolveram. Ratinho garantiu que, durante o período sem contratos, o governo estadual fará a manutenção das rodovias.

Pedágio na Cantu

A região da Cantu é composta por 19 municípios. Destes, 8 são cortados pela rodovia-277: Catanduvas, Guaraniaçu, Ibema, Nova Laranjeiras, Laranjeiras do Sul, Virmond, Cantagalo e Candói. Até então, eram duas cabines de pedágio nesse percurso: em Laranjeiras e em Candói. Portanto, para quem gosta de viajar para Guarapuava e Cascavel, ficará mais barato – apesar do preço altíssimo da gasolina. Nesta última cidade citada, inclusive, existe um outro posto de cobrança que, obviamente, também estará desativado.

Deputado pede o fim da tarifa mínima de água e esgoto da Sanepar

Dia 19/10/2021

O deputado estadual Soldado Fruet (PROS) pediu a extinção imediata da cobrança da tarifa mínima de água e esgoto da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e propôs que a empresa cobre só os valores efetivamente utilizados.

A solicitação foi formalizada em requerimento ao secretário chefe da Casa Civil, Guto Silva; ao diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile; e ao diretor-presidente da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Reinhold Stephanes.

“Diferente da energia elétrica, do gás ou de qualquer outro serviço, na Sanepar não se paga pelo que se gasta e sim pelo que a empresa decide cobrar”, destacou, em discurso na sessão plenária da segunda-feira (18) na Assembleia Legislativa do Paraná.

“Em plena crise hídrica, onde a Sanepar investe milhões em publicidade pedindo que se economize água, quem faz isso não tem nenhum benefício”, apontou o deputado, que exemplificou: “uma família economiza o máximo possível e gasta, por exemplo, três metros cúbicos de água; independentemente dessa economia e de atender o pedido da Sanepar, irá pagar por cinco metros cúbicos, que é a tarifa mínima”.

Segundo ele, “além de pagar pela água que não usou ou que economizou, ainda paga uma tarifa desproporcional pelo serviço de esgoto, que é cobrado em razão do consumo de água, mas sempre acima da tarifa mínima”. O parlamentar ressaltou que “economizando ou não, as famílias pagarão sempre o valor mínimo imposto pela Sanepar”.

O Líder do PROS na Assembleia Legislativa lembrou que, em audiência pública recente na Câmara Municipal de Curitiba, representantes da empresa afirmaram que há vários meses já pediram que a Agepar aprove o fim da taxa mínima e do custo de ligação.

“Parece um absurdo que a Agepar, agência reguladora cuja diretoria é indicada pelo governador, não tenha tomado uma decisão em benefício de todo o povo paranaense, afinal ela existe justamente para garantir o direito do cidadão paranaense”, considerou. Para o parlamentar, apesar de a Sanepar ser uma empresa de economia mista, sua função social e o controle acionário mantido pelo Estado servem para justificar decisões benéficas aos usuários. 

Função social

Soldado Fruet disse que lutará por esse direito dos paranaenses. “Não é justo pagar pelo que não se usa, só para garantir que ao final de cada ano, R$ 1 bilhão vão para o bolso dos acionistas”, afirmou. Ele lamentou ainda que o Estado possua apenas três unidades das mais de um bilhão de ações preferenciais da Sanepar, cujos rendimentos são maiores. “Apesar de manter o controle acionário, detendo 60,08% das ações com direito a voto, o Estado hoje detém apenas 20,03% do capital total da empresa”, detalhou. Na análise do deputado, “realmente é o fim da função social da Sanepar”.

Petrobras anuncia novo aumento da gasolina e do gás

Dia 09/10/2021

A Petrobras anunciou na sexta-feira, 08, aumento de 7,2% no preço médio de sua gasolina para as distribuidoras, a R$ 2,98 reais por litro, refletindo reajuste médio de 20 centavos/litro, declarou a empresa.

Segundo a companhia, o reajuste da gasolina aconteceu após 58 dias de estabilidade.

A companhia afirmou que a elevação reflete os patamares internacionais de preços de petróleo, "impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial", e a taxa de câmbio, "dado o fortalecimento do dólar em âmbito global".

De acordo com a companhia, esses ajustes "são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras".

A companhia ainda anunciou alta no gás de cozinha (GLP), de R$ 3,60 para R$ 3,86 reais por kg.

Câmara discute sobre preço dos combustíveis

Dia 05/10/2021

O presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse no dia 1º de outubro, que vai passar o final de semana em tratativas para buscar soluções para reduzir o preço dos combustíveis. Lira se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, para debater o tema, bem como as pautas da agenda econômica.

“Em reunião com o presidente Bolsonaro e com o ministro Paulo Guedes para discutirmos não somente o preço dos combustíveis como a pauta da economia. Como eu disse aos líderes, passaremos o final de semana em conversas e tratativas”, publicou Lira em seu perfil no Twitter. 

O presidente da Câmara foi recebido no Palácio da Alvorada, em encontro que não constava da agenda oficial do presidente Jair Bolsonaro. Os sucessivos aumentos no preço dos combustíveis tem pressionado a inflação.

No último dia 28 de setembro, Lira disse que vem discutido com líderes da base do governo propostas que busquem melhorar a composição de preços dos combustíveis. Segundo ele, a iniciativa visaria conter os aumentos e manter os preços mais estáveis diante das variações do dólar e do barril do petróleo. Entre as propostas em discussão, estão a criação de um fundo e uma proposta de unificação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os combustíveis.

Lira lembrou que a Câmara aprovou a proposta que reduz o preço do botijão de gás para famílias com baixa renda, por meio do programa Gás Social. Pelo texto aprovado, o valor do benefício deve ser fixado semestralmente e será referente à metade da média do preço nacional de um botijão de 13 quilos de gás liquefeito de petróleo (GLP). A proposta ainda precisa ser votada pelo Senado, antes de ser sancionada ou vetada pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Com todo gás, seguimos na luta pela redução nos preços dos combustíveis, mas já temos decisões práticas. A Câmara aprovou o Gás Social, que corta pela metade o preço do botijão para famílias com baixa renda” , disse Lira por meio de suas redes sociais.

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